Quando no ano de 1888 o asturiano Gumersindo Gómez voltou de Cuba, instalou-se em Madrid, investindo o fruto do seu trabalho num café que inaugurou no dia 15 de Maio como “Gran Café Gijón” em honra à sua cidade natal. Gumersindo nem podia imaginar que o seu café, situado na zona da Castellana, acabaria por ser considerado como “o último café literário de Madrid”.
Na sua sala dissertaram personagens da envergadura de Canalejas, Ramón y Cajal, Pérez Galdós, Romero de Torres, Ramón María del Valle-Inclán, Cossío, Cañabate, Gerardo Diego, Torrente Ballester, Sastre, Cela e uma interminável lista.
O centenário Café Gijón aparece representado em quadros da autoria de destacados artistas, e está presente em muitos filmes e livros, como “Crónicas del Café Gijón” de Marino Gómez Santos, “La noche que llegué al Café Gijón” de Francisco Umbral e “La Ronda del Gijón”, um livro que reúne os testemunhos de 17 figuras vinculadas ao Café Gijón, da autoria de Marcos Ordoñez.
Destaque para a sua esplanada, que com a sua reabertura recupera o seu papel como cenário privilegiado em pleno Paseo de Recoletos, para desfrutar do sol e do ritmo urbano em qualquer momento do dia.
Nesta nova etapa, o Café Gijón reforça a sua vocação cultural com uma programação dedicada à literatura e também às artes plásticas e a música, com música de piano em direto diariamente, das 18:00h às 21:00h, recuperando assim o seu papel na vida intelectual madrilena.