No marco da programação do festival Noches del Botánico 2026, o Jardim Botânico da Universidade Complutense (Real Jardim Botânico Alfonso XIII) acolherá dois grandes concertos de música eletrónica de Jean-Michel Jarre. O músico francês, uma verdadeira legenda e pioneiro na arte de combinar a magia dos sintetizadores com a arte multimédia de vanguarda, apresentará uma proposta que explica bem a influência que teve nos grandes eventos mundiais deste género de música. Dias 3 e 10 de julho.
Em cinco décadas de atividade, o seu perfil visionário e inovador fizeram de Jean-Michel Jarre um precursor os géneros de música ambient, techno pop, new age e mesmo do trance, combinando sempre qualidade e o aspeto comercial. O seu catálogo inclui 22 álbuns de estúdio, com vendas que superam os oitenta e cinco milhões de cópias em todo o mundo, com destaque para discos como Oxygène (1976) e Equinoxe (1978).
Ao longo da sua carreira, o compositor e produtor estabeleceu múltiplos marcos e recordes Guinness de número de espectadores em direto. Em 1981 tornou-se o primeiro músico ocidental a atuar na China comunista e, em 1997, reuniu mais de três milhões de pessoas em Moscovo. A sua mensagem criativa, cultural e ambientalista tem como cenários lugares emblemáticos e espaços declarados Património da Humanidade pela UNESCO, desde as Grandes Pirâmides do Egito, do deserto do Sahara e da Cidade Proibida até à Torre Eiffel, ao Mar Morto ou a cidade de Al Ula, esgotando entradas nos estádios durante as suas digressões e em festivais como Coachella.
A tecnologia continua na vanguarda do seu trabalho, abarcando desde a produção de áudio multicanal até a realidade virtual e ao metaverso. Além da sua faceta musical, Jean-Michel Jarre é embaixador da UNESCO para a educação, a ciência e a cultura desde 1993, destacando-se pela sua defesa incondicional do planeta, e foi distinguido com a Medalha Stephen Hawking no âmbito da comunicação científica.